quinta-feira, janeiro 18, 2007

Telefone voltou a tocar...

Realmente é verdade o telefone acaba sempre por tocar! Cada vez que isto me acontece só me lembro da peça de teatro, “Mulheres por um fio” em que o monologo gira em torno do telefone, do telemóvel, e sempre à espera que ele toque pela razão certa ou pela errada, acabava sempre por tocar…

Tal aconteceu, comigo, mesmo quando já não esperava que ele volte a tocar, talvez seja por isso mesmo que ele toca, por eu não estar à espera! Quando queremos que toque, nada, fica num silêncio assustador, como se tivéssemos sido esquecidos para o mundo, temos aquela ansiedade que nos consome, só olhamos para o telefone e ele nada, nem exprime o som de uma mensagem! Quando não esperamos que toque, por seguimos em frente, ou pelo menos tentamos seguir em frente, já nem pensamos em tal, ou melhor queremos achar que já não pensamos…

Trim! Trim! Trim! Ele acaba por voltar a tocar e com ele a semi ansiedade volta a nos consumir nem que seja por uns breves segundos (aqueles segundos que demoramos a carregar na tecla verde para atender), semi, porque já passou algum tempo e nós continuamos… E afinal tocou para quê? Com que finalidade tocou? Para quê?

Acho que não vou esperar que volte a tocar...Para a proxima deixo-o tocar e não o atendo!

5 comentários:

Kokas disse...

:) Como sabes, essa hsitória do telefone tocar é-me muuito familiar, pelo menos agora.

Mas tens razão. Só é bom quando toca sem estarmos à espera. Só é bom quando o atendemos sem expectativas e depois somos agradavelmente surpreendidos! Assim sabe bem. De outra forma acaba, quase sempre, por ser doloroso!

Aquwele abraco miudo!

PS- E não sou puto LINDO! :p

epv disse...

Sabes mori, acho que vais sempre esperar por um toque de telefone, pq nós voltamos a acreditar sempre, talvez com mais defesas e restições, mas acreditamos...e sabes ainda bem q acreditamos!

Beijos

angkor disse...

É como um jogo de xadrez... Tu sentas-te no sofá e olhas fixamente o telefone e dizes "xeque!". A próxima jod«gada é do telefone, e deixa-te boqueaberto: mantém-se em silêncio. A tua ansiedade sobe. Então, jogas de novo: ligas a televisão (he he he, por esta ele não esperava) e olhas para ele triunfante! Ele... nada. Então, tu, com um movimento rápido saltas para a porta do frigorífico e munido do comando da TV e de uma fatia de bolo, ris às gargalhadas triunfante!!! Então, ele surpreende-te de novo e.... NADA! Então começas a ver a TV, sobes o volume, dás uma grande dentada no teu bolo e quando estiveres com a boca bem cheia, o telefone toca e sussurra "xeque-mate".

epv disse...

O menino voltou a atender o telefone e voltou a esperar e espera que ele toque todos os dias, pq nós ( o ser humano) somos mesmo assim...

Beijos c/ saudedes de Torremolinos

Nurse Anesthetist disse...

Olá Bibas!!!
:)

Quando o "telefone toca" há sempre uma parte de nós que desperta...ora sentimentalista, ora puramente racional e concreta!
Faz parte....

Relativamente à peça que referes...a interpretação da Cristiane Torloni foi de facto magnífica!!!

*****